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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

É Carnaval e o São Pedro leva a mal

O Carnaval em Fevereiro em Portugal não deixa de ser algo peculiar. Enquanto no Brasil a maior preocupação dos sambistas é o uso de repelentes antes da atuação, em Portugal é fundamental tomar a vacina contra a gripe. Já não há atores de novelas brasileiras como reis do Carnaval porque até eles preferem ficar com o zika.

Houve corsos cancelados devido ao mau tempo e o de Figueira da Foz foi adiado, muito possivelmente só para Agosto. Para evitar que tal aconteça novamente seria melhor juntarem-se todos e desfilarem no MEO Arena.

Esta é a altura em que muitos homens aproveitam para se vestirem de mulheres e em que o Castelo Branco consegue se passar despercebido. Como não há muito dinheiro investido no Carnaval português muitos aproveitam para usar os trajes de Power Rangers e do Topo Gigio que tinham guardados no baú.

Eu, como já vai sendo tradição, mascarei-me de trabalhador por turnos e sempre que pude desfilei de copo de café na mão pelos corredores da empresa.

O dia depois da corrida

Ontem corri dezassete quilómetros de Sintra até ao Cabo da Roca e hoje só a deslocação da roupa até à máquina de lavar já foi uma odisseia.
Estou de folga mas tinha que fazer, não posso passar o dia deitado a ver filmes e a tomar Calcitrins.
Antes de sair de casa recebi a visita da Boneca. Talvez tenha pressentido que eu estava com mobilidade reduzida ou então simplesmente queria um sitio para se deitar e rebolar. A sua passagem deixou pelos que terão que ser varridos noutra altura.
Só para complicar ainda mais a coisa deixei o carro estacionado no topo de uma subida.Foi complicado. Quando cheguei ao supermercado pensei seriamente em entrar dentro de um carrinho de compras e esperar que alguém o empurrasse.Felizmente não me esqueci de nada.
No talho contei como tinha corrido a prova ao dono que também costuma correr mas que este ano não pode participar.Reviver toda a prova até me fez esquecer o código do meu cartão Alacard.
Quando chego finalmente a casa encontro o hiperactivo Oscar com as bolas a postos para serem atiradas. Acabei por desenvolver a minha técnica de atirar bolas sentado.

Mais uma corrida até ao fim da Europa

Acordei às oito e picos da matina com o estômago estranho e a ouvir mal do lado esquerdo mas não podia desmoralizar porque tinha dezassete quilómetros para percorrer da vila de Sintra até ao Cabo da Roca.

Depois do aquecimento e da conversa do animador de serviço a prova começa e logo ao primeiro quilómetro há quem exclame no alto da sua bicicleta: “Já só faltam dezasseis!”. De certeza que parou ali despropósito só para poder lançar esta suposta piada várias vezes ao dia e no final ir para o café contar aos amigos.

Há pessoas que decidem rapidamente por deixar de correr e começam a falar sobre uma ida ao cinema e há quem tenha decidido correr na altura da prova mas em sentido contrário.

Depois de mais um subida começo a me questionar de o porquê de estar a fazer a prova. O ano passado fiz exatamente o mesmo o que só prova que existe algo de masoquista em mim. Nas descidas a coisa começa a melhorar mas vejo tipos a me ultrapassarem a grande velocidade que eu tinha deixado para trás na última subida. Levantei os polegares a todas a câmaras que estavam instaladas no percurso.

Finalmente chego ao farol do Cabo da Roca onde tenho à minha espera água, chá, uma barra de cereais e haviam milanesas mistas e de chocolate. Pedi uma mista ao que o senhor me responde: ”Vamos acreditar que é mista.” Levei também uma de chocolate pelo sim pelo não. A caminho da minha boleia ainda vi pessoal a correr até às suas viaturas ou mesmo até casa. Sádicos.

Já por casa, quando fui despejar o lixo tive uma cãibra. O maior desafio vai ser amanhã me levantar.   

 

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O dia seguinte

Todos querem saber como foi o primeiro dia de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente mas deixo aqui o dia seguinte de quem não conseguiu chegar a Belém:

Sampaio da Nóvoa foi se propor a comentador na CMTV para poder concorrer com vantagem nas próximas eleições.

Marisa Matias passou o dia a comemorar com drogas leves e bagaço. 

Maria de Belém foi para o cabeleireiro ajeitar o capacete. 

Edgar Silva decidiu passar uma temporada num mosteiro na Madeira. 

Paulo de Morais foi investigar casos de corrupção na eleição. 

Henrique Neto passou o dia a dormir no sofá. 

Jorge Sequeira foi dar aulas motivacionais em Wogwarts.  

O Cândido Ferreira coiso. 

Se hoje repararem num passeio cheio de falhas foi porque o Tino passou o dia a trabalhar.

 

Cavaco pode finalmente ir ao Egito visitar os seus familiares.

Reflexão do tutti frutti

Agora que o blog está mais velhinho e sendo hoje o dia de reflexão nada melhor do que refletir sobre um tema bastante importante: O tutti frutti.

Pedir um sumo de tutti frutti sem antes saber os seus ingredientes é sempre um risco. Tutti frutti significa “todas as frutas” mas como não é possível colocar todas num garrafa ou pacote algumas acabam por ficar pelo caminho. A mão de buda e a pitaia terão que esperar a sua vez.

À partida ao olhar para os rótulos terá ananás e laranja mas quais serão as outras frutas? Será que tem dióspiros e figos? É que eu não gosto dessas frutas…

Se não é possível por todas as frutas existentes num sumo a partir de que número é considerado tutti frutti? Um sumo com manga laranja e cenoura não chega a ser considerado mas se juntar ananás, pimbas já é tutti frutti.

Se beber tutti frutti consulte os seus ingredientes. Quem te avisa teu amigo é.

 

                               

 

 

Eu é que vou ser o presidente

Estão quase a terminar as campanhas às presidenciais e muita coisa de pouca relevância já aconteceu.

Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato que dizer não ter partido e a sua especialidade são beijos, abraços e selfies. Arrebata os corações das velhotas beijoqueiras, Come e faz bolos e ainda diz que um dos seus primeiros gestos como presidente será para o Ronaldo.

Sampaio da Nóvoa é o candidato que tem tido mais apoio não oficial do PS e que acredita que vai levar Marcelo a uma segunda volta. SNAP é o seu lema, sabe dar toques numa bola, tem um RAP e o apoio do pai do Paulo Portas.

Maria de Belém sente-se pouco apoiada pelo PS e talvez por isso ao falar parece que está prestes a chorar. Nas feiras evita provar algo com muito sal.

Edgar Silva já foi padre e quer derrotar a direita. Marisa Matias fez uma piada sobre o Sporting e perdeu o meu voto.

Henrique Neto já não vai para novo e aguentar até ao fim a campanha é uma vitória. Paulo de Morais ganhou o “de” durante a campanha e o seu filme preferido é “Os Incorruptiveis contra a Droga”.

Para mim a grande revelação foi o nome de Tino de Rãs que é Vitorino Silva. O Vitorino já foi em campanha a Bruxelas, apoia a internet e eu já tirei mais de duas fotos com ele este ano. O Cândido Ferreira e o Jorge Sequeira coiso.   

Um tempo de antena bem passado

Às dezanove horas mais coisa menos coisa começa o tão aguardado tempo de antena dos candidatos às presidenciais e são quinze minutinhos muito bem passados.

Há quem prefira mostrar o seu currículo na esperança de ser contratado pelo povo português ou quem prefira apenas atacar o favorito Marcelo e ainda há quem faça canções com rimas forçadas na esperança que fiquem no ouvido e sejam número um no iTunes.

Os espaços dos candidatos ou são legendados ou tem uma senhora num canto a fazer língua gestual. Juro que numa intervenção a senhora parou de gesticular e a pessoa ainda continuava a falar. Ou foi mais rápida que o senhor ou então fartou-se porque ele já se estava a repetir.

Uns candidatos preferem falar para o eleitorado no seu escritório, outros usam a bandeira nacional como fundo e quem use um fundo virtual que parece ser feito por alunos repetentes do primeiro ano de audiovisuais. Há até quem nem sequer uma palavra diga para as câmaras e usa apenas fotos muito mal trabalhadas no photonice.

Os slogans são bastante similares, querem todos um país melhor mas há quem prefira “Juntos por Portugal e outros “Unidos por Portugal” o que faz toda a diferença. A maioria utiliza testemunhos de pessoas mais ou menos conhecidas que afirmam com convicção e até com teleponto que o candidato que estão a apoiar é o melhor.

Os candidatos são tantos que não conseguem aparecer todos no mesmo espaço mas fiquem descansados que até ao dia das eleições vão ter mais que tempo para ver e rever todos.

Os quatro Reis Magos

O Dia de Reis assinala a altura em que os Três Reis Magos, guiados por uma estrela, chegaram até ao menino Jesus com presentes mas na verdade eles eram quatro. Melchior, Baltazar e Gaspar trouxeram ouro, incenso e mirra e o Mago Toni trouxe fruta cristalizada.

José bastante perplexo com a oferta do Mago Toni perguntou-lhe o porque de vir de tão longe com apenas fruta cristalizada como presente ao que Toni respondeu: “ Porque é boa!”

Antes de José deixar o presente junto ao Menino quis experimentar um figo cristalizado. Quando o colocou na boa apercebeu-se logo do seu erro e o cuspiu para bem longe da manjedoura. “ Com mil raios isto é muito mau!” exclamou José ao que Toni respondeu: ”Prove antes uma laranjinha”.

“Você vá mas é fazer bolos e não nos chateie!” disse José bastante arreliado e Toni, cabisbaixo, recolheu a sua fruta e olhou para o céu na esperança de encontrar uma estrela que soubesse o caminho de volta. Até o burro olhou para o Mago Toni de lado.

Mal chegou a casa o Mago Toni pôs a mão na massa e começou a fazer um bolo com todos os ingredientes que tinha a jeito. O único ingrediente que colocou de propósito foi uma fava que tinha como destino José.

Um 2016 com muita paz, amor e saudinha da boa

Noite de passagem de ano e ainda não sabíamos qual o local para passarmos a meia-noite. Como estava frio e havia quem estivesse algo adoentada decidimos, já em andamento, ir até Sintra.

Depois de uma voltinha para se ver as luzes de Natal, parámos no único bar/restaurante aberto. Lá dentro os ABBA tocavam e a bola de espelhos iluminava uma pista de dança composta por três senhoras com os seus cinquenta e muitos e os seus vestidos cintilantes que até chegavam a ferir a vista. O ambiente estava bastante alternativo e por isso mal acabámos as nossas bebidas seguimos à nossa vida. Lá fora circulavam pessoas com cartolas e um tipo a fazer uma espécie de serenata num inglês bastante aldrabado a uma miúda que claramente merecia melhor.

Seguimos até ao miradouro de Santa Eufémia para podermos ver vários fogos-de-artifício ao mesmo tempo. O caminho até ao topo não era iluminado e sem lanterna guiámo-nos apenas pelas luzes do telemóvel e esperámos que nenhuma pedra se atravessasse no caminho.

Lá no alto havia quem dissesse que mais à direita ficava Lisboa e que uma zona sem luz era o Monsanto ou Belas. Eu apostei que o primeiro fogo-de-artifício a chegar aos céus seria verde. Como não havia ninguém com um megafone para fazer a contagem decrescente tivemos que aceder à internet para conseguir uma contagem precisa. Houve fogos-de-artifício que começaram mais cedo. Não tínhamos passas mas mesmo assim desejei saúde, paz, amor e um Sporting campeão.

Como a minha vida não é fácil, não podia passar o primeiro dia do ano a vegetar no sofá a ver filmes e a mensagem de Natal do Cavaco na íntegra porque tinha que trabalhar. Apesar de não ser um dia fácil para executar qualquer tipo de função havia boa disposição e o forte desejo de paz, amor e saudinha da boa a todos os que estavam presentes nesse dia complicado.

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São Silvestre dá-me um espacito para eu ultrapassar

Depois de um Natal carregadito de comida da boa, nada como ir fazer dez quilómetros no centro de Lisboa. A febre da corrida instalou-se rapidamente e até haviam pessoas no comboio a caminho da prova já vestidas a rigor e com o dorsal colocado. No local da prova havia malta com toucas na cabeça e outros com frases nas costas do tipo “Vê-la se me apanhas”.

Como foi a nossa primeira vez na corrida de São Silvestre partimos bem atrás onde o senhor do megafone era quase imperceptível. Houve várias partidas por isso a multidão avançava muito lentamente e com várias paragens parecendo a IC19 em hora de ponta.

A corrida finalmente começou para nós e começou o também os vários “com licença” e “desculpe” por causa dos toques nas ultrapassagens e foi coisa para durar uns bons dois quilómetros. Havia muita gente a assistir e alguns tonis que queriam viver a experiência de perto ao fingirem que corriam connosco e a tirarem selfies enquanto “corriam”. Entretanto perdi o meu amigo de vista, deve ter sido mandado parar numa operação stop.

Foram tiradas muitas fotos, houve muita gente a bater palmas e a gritar frases de incentivo e outros a dizerem que ainda faltava muito. Desviei-me de sinais, pinos e de pessoas que aproveitavam a corrida para por conversa em dia. Penso que foi a primeira vez que dei a volta à rotunda do Marquês sem fazer uma única paragem.

No final distribuíam medalhas e mantas. Alguém que desconhecesse que tinha acabado de terminar uma corrida e visse tanta gente embrulhada em mantas amarelas podia pensar que era um encontro de sem abrigos. Acabei a prova sem saber muito bem qual foi o meu tempo mas acho que não deu para ficar em primeiro. Se por algum milagre eu tivesse engordado no Natal, depois desta prova já teria voltado ao meu estado normal.