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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Muitas cenas que aconteceram

O São João trouxe um Sporting campeão e pessoas que eu nunca vi na vida encostaram-se ao meu carro só para tirar uma foto à lua.

O Super-Homem já não usa cuecas vermelhas por cima do fato de licra e o Berlusconi foi condenado a sete anos de prisão por andar no bunga bunga. Se calhar as cuecas do homem de aço ficaram numa das festas do político italiano.

O Ronaldo anda pela Indonésia em defesa do mangal. A Irina por sua vez diz que prefere pudim molotof e a Katia Aveiro é mais pudins flans. A irmã do Ronaldo está em grande já que a sua nova música conquistou o quarto lugar nos tops de Israel. As constantes guerras que o país atravessou claramente deixou os israelitas com problemas auditivos.

E a minha casa foi pintada á pouco tempo e o cheiro a tinta teima em permanecer. Vou deixar um gato por casa durante uma hora, se ele sair a ladrar é melhor pensar em dormir na rua.

Parabéns Garfield

Garfield, o gato preguiçoso, fez ontem 35 anos. Sempre gostei das aventuras dele e como é uma das figuras máximas do mundo dos felinos acredito que os gatos que habitam no meu jardim também o admiram.

Como tal esta noite irei colocar uma televisão em frente deles onde iram ver o Tony Carreira a atirar três mulheres para um fardo de palha apenas com um piscar de olho e uma banana a fugir de um grupo de mulheres esfomeadas.

O jantar deles será lasanha do Lidl e nas tigelas estará café do Pingo Doce aveludado. Só ainda não sei como é que vou fazer com que eles odeiem as segunda feiras…

 

O Santo António a chegar e a gripe não me quer deixar

A gripe chegou e convidou-me para tomar um chá de limão. Chega assim a altura em que vou dar uso às canecas com os gatos que leem livros.

Verifico se os comprimidos estão todos no prazo de validade, vou comprar um termómetro digital e aperfeiçoo o meu conhecimento de italiano: “Misurazione della temperatura ascellare”.

Fico em casa num belo dia de sol e calor tapado por um cobertor a ver os casamentos de Santo António, descubro o programa Africa Disco, vejo uma promoção de gomas com fibra e encontro na RTP Memória um jovial Júlio Isidro antes de andar a vender Minisons.

Coloquei uma pizza congelada no forno, descubro que o meu stock de lenços acabou e ainda fiz uma quadra com sentimento:

 

O Santo António a chegar 
Mas eu não quero casar
Eu só queria da gripe melhorar 
E esta noite não ter que ir trabalhar

 

O lado B da Feira do Livro

Sitio onde a cultura e o saber estão de mão dadas com outras cenas. É o lugar onde podes se encontram livros de auto ajuda para pessoas com problemas, a vida do Ronaldo, a vida do Papa e as aventuras do Capitão Cuecas.

Encontram-se livros com o título “O que fazer com o meu nariz” e “As cenouras amam os tomates” e a bancada da Editora Espirita encontra-se ao lado do “Borda d’ Água”.

Há pessoas a tirar fotos á bandeira de Portugal, um tipo saído de um qualquer filme do Twilight ou derivado a utilizar uma máquina de escrever, uma pessoa a urinar para a vegetação porque a casa de banho ficava longe e um brasileiro a perguntar a outro se cá traduziam os livros brasileiros para português.

Um dia normal

O dia começa devagar, o estore automático sobe e dá para ver que não há tanto sol e está um miúdo de 3 anos com uma bola de futebol na mão a pedir companhia.

Para o almoço há arroz semicongelado porque inadvertidamente coloquei o botão do frigorífico no cinco. Nas redes socias há spoilers em catadupa sobre o nono episódio do Game of Thrones e eu que só vou no sétimo.

Saio de casa com uma t-shirt vestida que diz que sou um macaco do espaço e vou para a esplanada do café ouvir as velhotas a queixarem-se que as empregadas não são grande coisa.

No supermercado ainda não criaram a caixa prioritária para as pessoas com muita mas muita pressa e na casa de banho do centro comercial toca a música do amor do Miguel Ângelo.

Passei por mais uma estação dos correios fechada e descobri que o Ronaldo tem novo penteado e que a Rita Pereira agora também compra ouro.

Domingo de Trabalho

Passar um domingo no trabalho é deixar de fazer a sesta no sofá ou na toalha de praia e passa a ser apenas um fechar de olhos prolongado numa cadeira com rodinhas.

É trocar uma volta à beira-mar por um passeio pelos corredores até ao bebedouro.

O contacto mais próximo que se têm com uma praia é através do wallpaper do computador.

Deixa de haver castelos de areia e passa a haver construções com copos de café

Troca-se uma tarde de esplanada de caracóis e cerveja com vista para o mar por uma sandes com fiambre duvidoso e um Compal de manga sentado numa cadeira no parque de estacionamento.