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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Cenas que me fazem comichão

Ir ao McDonalds é uma autêntica experiencia “do it yourself”. Na entrada existem máquinas onde podes fazer o pedido, quando o recebes tens que pedir ketchup senão ficas sem ele, depois vais em busca do sítio onde estão colocadas as palhinhas e os guardanapos que muitas vezes se encontram nos sítios mais recônditos e quando acabas de comer ainda despejas o tabuleiro.

Qualquer dia registas o teu pedido e entras na cozinha onde terás os ingredientes à tua disposição para puderes o cozinhar e um panfleto com dicas uteis de cozinha. Recebes como oferta a toca transpirada que acabaste de usar.

Programar um despertador já é por si uma tarefa bastante desagradável não era preciso agravar com a função que calcula quanto tempo falta até ele tocar. Assim fico a saber que só vou dormir 3 horas e 17 minutos por causa dos concursos de madrugada da TVI.

Os pacotes de açúcar da Nicola incentivam a dar os bons dias aos portugueses a viver no estrangeiro mas não indica a data da contagem dos mesmos. Como é que eu sei se ainda lá continuam os 5 portugueses no Quirguistão e o solitário no Sudão? É logo um desperdício de bons dias no início do dia e eu pela manhã não sou de grandes palavras.

Regresso ao trabalho

Numa altura em que a maioria das pessoas ainda anseia pelas férias eu já tive parte das minhas e o regresso é sempre doloroso. O descanso claramente não foi suficiente porque ainda sei o caminho para o trabalho.

O computador diz que a password expirou o que significa que logo para começar vou ter que inventar uma que tenha não sei quantos carateres com números e símbolos pelo meio. Já estou exausto vou beber um café. O café contínua igual.

Abro o Outlook e uma maré de mails vem na minha direção. O mar não estava brilhante, só deu para aproveitar 3 ondas. Posso muito bem ter ganho um novo tique de tanto carregar no rato. Estou exausto vou beber mais um café.

Pelos corredores tento saber as últimas novidades mas nada de palpitante. Nas notícias o futuro da Grécia é incerto, existem possíveis transferências de possíveis jogadores e o equipamento alternativo do FC Porto é de fato bastante alternativo. Estou exausto vou beber mais um café.

Depois do dia de trabalho como ainda não estou devidamente recuperado do choque ponho a tocar músicas mais calmas dos Radiohead, Toy e dos The Horrors. Mas calma, Toy a banda inglesa não o cantor sentimentalão português que costuma conduzir só com o joelho. Não estou assim tão deprimido.

Gosta muito de sofrer o Leãozinho

A minha primeira vez a ver um jogo no Estádio Nacional. Nas imediações do estádio há quem faça piqueniques, existe um primo do Tanaka e uma cabeça de leitão com a camisola do Benfica a circular.

No interior o lugar quatro da fila vinte estava reservado para o que iriam ser mais de cento e vinte minutos de intenso sofrimento. Logo no minuto quinze Cedric faz penaltie, é expulso e o Éder marca. Dez minutos depois Rafa faz o segundo para os bracarenses. Isto vai ser complicado.

As asneiras começam a fluir da minha boca, os jogadores do Braga fazem várias faltas mas o árbitro parece que se esqueceu dos cartões amarelos em casa. Devem ter ficado a marcar as páginas do seu livro de cabeceira “Árbitros para TóTós”. O Sporting bem ataca mas o intervalo chega e nem conseguem marcar um golito.

Início da segunda parte e o jogo não parece melhorar. O tempo vai passando e já existem pessoas que desistem do jogo mas ao minuto oitenta e quatro Slimani marca e dá esperança. O stress é tanto que até me esqueço que tenho fome e vontade de ir ao wc. Já nos descontos Montero empata o jogo e já estou em cima da cadeira aos pulos e a cumprimentar os amigos e vizinhos. Há quem não se sinta bem, para ser do Sporting é preciso um grande coração.

No prolongamento não há golos, o jogo vai a penalties e logo na baliza mais distante do sítio onde estou sentado. São Patrício mesmo lesionado defende um, os jogadores do Braga falham dois e a taça é nossa! Se um dia tiver um filho irá se chamar Rui Slimani Montero.

Ser do Sporting é sofrer até ao fim. É complicado mas é para toda a vida.