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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Areia a mais para o meu polibã

Está um bocadito de vento mas na praia deve estar bom pensava eu. Mal coloquei o protetor solar e uma rabanada de vento cobriu-me de areia. Não bastou muito tempo até que um cão miniatura se aproximar de mim e pensar que eu era finalmente o croquete gigante que tanto tinha pedido na passagem de ano enquanto comia a sua ração com passas.

Tenho a toalha cheia de areia e vou passando o dedo no telemóvel para saber das últimas das redes socias e para limpar o ecrã. Demorei um tempo até perceber quem é que me estava a ligar por causa do visor granulado.  A água que trouxe ganhou um novo sabor que bem pode se tornar na bebida deste verão: Aqua Sands of the Beach in the Evening.   

Não tenho uma camioneta mas cheguei a casa com areia a mais para o meu polibã.

Música, cerveja e brindes

Um festival sem pó e asseado nem parece festival mas havia vários palcos e pessoas em cima deles a tocar por isso devia mesmo ser um.

Movido pela ideia de cerveja gratuita, eu e mais três amigos estivemos fechados dentro de uma sala a tentar resolver um enigma que fizesse abrir o frigorífico com o desejado liquido. Havia vários cadeados, chaves e códigos para descobrir e uma voz para nos orientar. Houve uma altura estranha em que a voz pediu para darmos as mãos o que me fez seriamente questionar se valia a pena essa duvidosa união só para beber uma cerveja. Conseguimos abrir o frigorífico e a cerveja sabia a caipirinha.

Benjamin Clementine foi bem bonito e ao sair ofereceram-me uns óculos escuros e um copo com um líquido. Foi uma miúda gira que me tinha entregado e o meu instinto primário foi o de o receber sem sequer desconfiar que o seu conteúdo era leite com chocolate. A rapariga ainda perguntou se eu queria um saco e tirar uma foto mas gentilmente recusei. Dei um golo porque parecia bem e livrei-me do copo antes que alguém reparasse no tipo que bebe leite num festival.

Relembrei com amigos os belos tempos em que recebíamos bilhetes para ir aos festivais e pus-me a caminho para ver os The Drums. O vocalista tinha todo um vasto leque de movimentos e um casaco com brilhantes. As asiáticas histéricas que estavam ao meu lado adoraram.

De volta ao Pavilhão de Portugal vi as Savages rockarem e no final tiraram-me uma foto com uma VIP desta vida. Recebi um stick que emitia luzes e fui mostrar os meus atributos de dança com os Bombay Bicycle Club. Houve um inglês que tinha um tipo de dança muito expansivo que alguém não gostou o que provocou uma zaragata europeia mas que felizmente foi de pouca dura. Havia um tipo ao meu lado aos saltos com as mãos no seu colete.

De volta ao Pavilhão Atlântico vi dEUS nas últimas e um grandíssimo concerto dos Blur com a chamada de um fã para cantar um refrão e uma música dedicada à Grécia. No final livrei-me do stick porque parecia um toni.

 

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Onde pára o jogador?

O mercado de transferências está aberto e existe criatividade aos molhos para encher os jornais desportivos. Há jogadores que já estão praticamente contratados mas que nunca chegam perto do clube em questão. Outros até aterram no país, curtem a noite e acabam por voltar sem acordo.

É a altura ideal em que a notícia de um jogador finlandês a jogar na segunda liga húngara esteja prestes a ingressar num grande do futebol português seja considerada válida. Os photoshopers desta vida aparecem em grande destaque nas redes sociais e até nos jornais.

Existem familiares que confirmam transferências e outros que não aprovam mas no final quando são oficialmente confirmadas vem pedir desculpa. A mulher pode ou não acompanhar o jogador. Seguindo-me pelas últimas transferências sinto que apesar de ser demasiado velho para começar uma carreira futebolística ainda sou muito novo para ser jogador do FC Porto.

No meu entender os programas de debate desportivo nesta altura deviam ser constituídos por uma vidente que lançava as cartas a cada possível transferência, um ávido frequentador de tabernas acompanhado da seu copito de vinho e um funcionário do aeroporto de Lisboa e outro do Porto para informar se o jogador está ou não a caminho.

Toni, o Grego

Será que a Grécia sai da zona euro de vez ou só por um bocadinho ou então conseguirá o acordo que agrade a grecos e troianos? Estas são as perguntas que têm marcado os serviços informativos nos últimos tempos.

Nestas últimas semanas já houve várias reuniões, um referendo grego, a demissão do casual motard Varoufakis e até encontraram fotos deles da altura em que tinha cabelo.

Eu que tenho acompanhado hora a hora as últimas notícias e apesar de nunca ter visitado o país, sinto que consigo adquirir nacionalidade grega sem grandes dificuldades. Aliás o meu almoço será uma salada grega acompanhada por um copo de Ouzo enquanto contemplo uma foto do Partenon e no final partirei o prato ao som de Vangelis.

 

Nunca mais jogo à sueca

Estou sentado e preparado para a final do campeonato europeu de sub-21 entre Portugal e a Suécia. Ao meu lado tenho uma revista Vidas para os momentos de menor interesse. Parece que vai começar a eleição dos mais Sexy CM.

Na seleção sueca quase todos os jogadores são louros e os que não são de origem lembraram-se de fazer madeixas. O selecionador tinha um écharpe. Este jogo é para ganhar.

Portugal até começou bem, a dominar o jogo e a ter oportunidades de golo com Sérgio Oliveira a acertar no poste mas não conseguiu concretizar. Ao que parece os suecos são bons a montar móveis e a armadilha do fora de jogo porque o Cavaleiro era constantemente apanhado nela.

Na segunda parte Portugal já começa a perder o gás e a Suécia começa a aparecer. Se eu tivesse algum vinil dos ABBA já tinha voado pela janela. O jogo vai para prolongamento.

Recomeça o jogo e a Suécia está na mó de cima e o meu stress vem ao de cima. Se estivesse frio já tinha feito uma fogueira com a minha cómoda do IKEA.

Final do prolongamento mas o sofrimento se prolonga pelos penalties. William Carvalho falha o último penaltie e o campeonato vai para o suecos. Nunca mais jogo à sueca.