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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

A minha Hora do Bolo

Tenho mais playlists no Spotify do que filmes realizados pelo Tarantino mas é complicado fazer uma de apenas uma hora. Lá acabei por me decidir e enviei o mail com a bela da lista de uma hora e um minuto a ver se passava. Responderam com um "Vamos a isso" mas como tinha a semana preenchida só poderia ser num dia da próxima. Como trabalho por turnos e é complicado só pude ir numa quinta-feira.
Cheguei ao edifício e tinha posters da rádio Radar, Amália e Sudoeste. Se me engano na porta corro o risco de passar músicas da Carminho ou do Justin Bieber. Apesar da porta não ter indicação acabei por entrar no sítio certo.
Há quem tenha um tema para a hora, quem faça uma grande quantidade de referências a bolos e tipos de fatias e quem faça autênticos monólogos só para falar de uma música em particular. Eu não tinha feito grande trabalho de casa, nem sabia bem em que músicas queria falar.
Quando ouvi a minha voz paniquei um bocadito. Não gostei de me ouvir e tenho uma maneira estranha de falar que se agrava na rádio. Quem estava a gravar o acontecimento ia se rindo, agora não sei se era dos disparates que dizia ou da minha desgraça radiofónica. Disse motherfucker na radio o que nem todos podem dizer o mesmo e dediquei uma música ao Óscar, o cão a quem eu atiro a bola todos os dias. Tive a grande oportunidade de dizer Tom Waits aí uma beca mas não o fiz e para sempre ficarei arrependido.
Só no final é que me disseram que o programa iria passar no sábado Aleluia e eu com tanta referências pascais que podia ter feito...
Houve uma quantidade considerável de inconscientes que pediram-me o link do programa e outros que ouviram pela rádio. Tive amigos que ouviram pela primeira vez a Radar e das quatorze músicas que passei só conheciam uma. Houve até quem disse que eu só passei músicas tristes o que até não deixa de ser verdade. Se eu tivesse um psicólogo ele teria muito material para falar comigo. Devo estar a atravessar o meu período azul.
Agora já posso dizer que trabalhei numa rádio mas nunca pensei que trabalharia numa que não fosse a Popular.

 

 

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Se queres dançar e não tens par...

Há festa em Mem Martins e o cabeça de cartaz é o Toy. Ao entrar desviei-me de balões e fui direto à barraca das farturas. Em tudo o que é festa das terrinhas como pelo menos uma fartura.

Pelo espaço havia várias barracas com artigos para vender, rifas onde sai sempre qualquer coisa e instituições a se promoverem. O sector religião estava devidamente representado com as barracas da igreja, dos missionários e da casa Benfica. A casa da bruxa estava bastante concorrida.

Para o entusiasta do folclore era uma grande tarde porque pelo palco passavam grupos de várias zonas do país. Em tempos pensei em ser estrela do folclore mas depois passou-me, não fico bem de chapéu. Como o Toy só tocava de noite fui à minha vidita.

O sol já tinha partido quando voltei ao recinto e estava montado o circuito policial. Depois das cowboyadas que aconteceram em anos anteriores era de se esperar. Fui comer outra fartura.

Mais de seis pessoas estavam na fila da frente e aposto que já lá permaneciam há horas para marcar lugar, revessando-se para irem à casa de banho do café. Todo esse esforço é legítimo porque no palco ia estar o cantor dos êxitos “Chama o António”, “És tão sensual”, “Aguenta-te com esta” e que conduz com os joelhos como ninguém.

Já passava da hora marcada e ainda não havia sinais de vida no palco. Havia quem chamava por ele e quem falasse da pizza do Sócrates. Acabei por ir embora sem ver a estrela da noite, tinha cenas combinadas.  

Cenas que me fazem comichão parte II

Nesta altura é possível avistar pelos caminhos desta vida o corredor em tronco nu com a t-shirt na mão. Das duas uma, ou quando saiu de casa estava um nevoeiro localizado que se dissipou quando começou a correr e por isso tirou a t-shirt ou então saiu de casa apenas para aproveitar os 50 por cento de desconto em carne no Pingo Doce e acabou por correr até lá.

Continuando pelas t-shirts, existem uma quantidade considerável à venda a dizer “New York”, “Manhattan”, “London” ou “Amsterdam”. São giras e tal mas se ao menos fossem compradas na na respetiva cidade mesmo que na etiqueta diga “Made in Bangladesh”.

Não percebo a lógica de um toni andar com uma t-shirt a dizer “ I Love NY” comprada numa loja na Damaia e que nunca pôs os pés no continente americano.

Em qualquer concerto, desde Quim Barreiros a The National, existe sempre um Scorsese em potência. É aquele tipo que passa mais tempo a ver o concerto pelo telemóvel do que a olhar simplesmente para o palco que por acaso até está bem perto dele. Não interessa se o telemóvel é o último iPhone ou um que apenas tem uma camera vga, o que interessa é filmar.

Resta saber se algum dia irá editar os vídeos com o Movie Maker ou se apenas os põe no Youtube e no Facebook só para dizer que lá esteve sem sequer os rever.

Música, cerveja e brindes

Um festival sem pó e asseado nem parece festival mas havia vários palcos e pessoas em cima deles a tocar por isso devia mesmo ser um.

Movido pela ideia de cerveja gratuita, eu e mais três amigos estivemos fechados dentro de uma sala a tentar resolver um enigma que fizesse abrir o frigorífico com o desejado liquido. Havia vários cadeados, chaves e códigos para descobrir e uma voz para nos orientar. Houve uma altura estranha em que a voz pediu para darmos as mãos o que me fez seriamente questionar se valia a pena essa duvidosa união só para beber uma cerveja. Conseguimos abrir o frigorífico e a cerveja sabia a caipirinha.

Benjamin Clementine foi bem bonito e ao sair ofereceram-me uns óculos escuros e um copo com um líquido. Foi uma miúda gira que me tinha entregado e o meu instinto primário foi o de o receber sem sequer desconfiar que o seu conteúdo era leite com chocolate. A rapariga ainda perguntou se eu queria um saco e tirar uma foto mas gentilmente recusei. Dei um golo porque parecia bem e livrei-me do copo antes que alguém reparasse no tipo que bebe leite num festival.

Relembrei com amigos os belos tempos em que recebíamos bilhetes para ir aos festivais e pus-me a caminho para ver os The Drums. O vocalista tinha todo um vasto leque de movimentos e um casaco com brilhantes. As asiáticas histéricas que estavam ao meu lado adoraram.

De volta ao Pavilhão de Portugal vi as Savages rockarem e no final tiraram-me uma foto com uma VIP desta vida. Recebi um stick que emitia luzes e fui mostrar os meus atributos de dança com os Bombay Bicycle Club. Houve um inglês que tinha um tipo de dança muito expansivo que alguém não gostou o que provocou uma zaragata europeia mas que felizmente foi de pouca dura. Havia um tipo ao meu lado aos saltos com as mãos no seu colete.

De volta ao Pavilhão Atlântico vi dEUS nas últimas e um grandíssimo concerto dos Blur com a chamada de um fã para cantar um refrão e uma música dedicada à Grécia. No final livrei-me do stick porque parecia um toni.

 

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Festivalando

É a altura em que ninguém acha estranho se andares com uma fita da NOS ao pescoço, um chapéu de palha da Santa Casa e pagares 2 euros por uma cerveja.

Existem filas para arranjar ainda mais tralha e filas para o W.C. Numa porta da casa de banho a Marlene tinha gentilmente deixado o seu contacto.

No palco tocavam os The War on Drugs e ao meu lado um grupo de estrangeiros jogava ping pong imaginário. Em seguida vieram os Unknown Mortal Orchestra e deram um grande concerto sem utilizarem um único violino. Havia quem filmasse o evento com uma Go Pro presa a um cabo de vassoura.

No palco principal iam começar os Foster the People e a plateia era bastante jovem. Uma miúda com os seus ténis All Star na mão pergunta-me, em inglês, donde é que eu era. Eu respondi Portugal e curiosamente ela disse que é algarvia.

Os Libertines fechavam a noite e muitos estrangeiros começaram a se aproximar. Existe uma grande possibilidade de eu ter ido parar ao facebook de umas jovens espanholas.

Noite de concerto

A música de elevador pára, as luzes apagam-se e a banda começa a entrar. A euforia instala-se no público e os telemóveis vêm ao de cima para as fotos de má qualidade da praxe. Começa a reza para que o cameraman amador que está á tua frente fique sem bateria.

O vocalista deambula pelo palco com um copo de vinho tinto na mão a fazer lembrar aquele tipo que no fim dos casamentos acaba com a gravata na testa.Após uns quantos golos de vinho e umas pancadas no microfone lá encontra uma garrafa de água que atira para o público acompanhada por copos de plástico.

No encore já não há vinho tinto mas lá acaba por encontrar uma garrafa de branco, agradece ao público português e atira-se para a multidão de cabeça.

Depois deste grande concerto vem me á memória o dia do meu apagão musical devido à vodka do Lidl e o espetáculo de uma banda que até era bastante boa mas o que mais me recordo é das espanholas que estavam ao meu lado.

Nenhuma Pepsi foi vista a circular durante este concerto.

Músicas Infantis Descodificadas

Ao ouvir com atenção músicas infantis é possível perceber que anda por aí um papagaio louro com uma carta no bico, um Manel á procura da sua bola, uma Carolina que têm vestida uma saia com um lagarto pintado e um pobre desgraçado quem está a usar um chapéu com três bicos.

Existe um pequeno incentivo à violência nas letras das músicas “Atirei o pau ao gato”,“A Machadinha” e “Joana come a papa”

A música “Eu perdi o dó da minha viola” repete por várias vezes a frase “É bom camarada”. Isto é portanto uma clara tentativa da CDU angariar novos membros ou pelo menos para chatearem os pais a ir ao Avante.

E claro toda a gente sabe que “Fui visitar a minha tia a Marrocos” foi a desculpa de Sara Norte quando foi apanhada com droga no estômago. 

 

 

Tony Verano

No outro dia estava eu muito bem a comer uma bela pratada de caracóis num tascazita quando começo a observar os preparativos para um evento que se iria lá realizar. Um piano eletrónico a ser montado e um tipo a fazer testes de som. Ao que parece a Carina ia cantar e encantar e eu que só queria comer mais um prato de caracóis.

Na semana seguinte fui a um restaurante de rodizio onde por lá atuava uma senhora com o seu piano eletrónico situada num mini palco que tinha um Titanic como fundo. Cantava greatest hits da música popular portuguesa para alegria de alguns velhotes que por lá dançavam. Até teve direito a um comboio humano a passar entre as mesas.

Ora se agora existe procura por esse tipo de entretenimento eu tenho que aproveitar essa oportunidade. Encontrei o meu teclado eletrónico que me foi oferecido quando eu era ainda uma criança, coloquei as quatro pilhas e funciona. Tenho vários tipos de pianos á disposição e a música “Wake Me Up Before You Go-Go” dos Wham! para os intervalos.

O nome artístico vai ser Tony Verano e os singles já estão escolhidos: “ O bacalhau quer fosfato”, “Apita o comboio se não estiver de greve”, Mas quem será o pai co adotivo deste governo” e “Eu trabalho por turnos”.

Brevemente numa tasca á beira estrada perto de si

Coisinha Sexy

Na vida há que arriscar. Desde que tenho conta no facebook foi me sugerida mais que uma vez a amizade da Ruth Marlene.

Podia ter tido o privilégio de ser o amigo 5010 e conseguir ver os vídeos dos clássicos “Pisca Pisca”, “Mexe, Mexe Que Eu Gosto” e “Queres é Festa”. Podia também ver uma quantidade infindável de fotos dela sozinha e com os bailarinos na piscina.

Mas por razões que me ultrapassam não lhe enviei o pedido de amizade. Até que esta semana entre as notícias do Pistorius e da carne de cavalo recebi a informação que me deixou devastado.

A Ruth Marlene está gravida e eu não sou o pai…