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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

À procura de um pinheiro num pinhal

Não há nada como acordar cedo e fazer catorze quilómetros em busca de recipientes de plástico no meio de nenhures. De telemóvel em punho, com internet e gps ativos, seguimos à procura das caches para lá podermos registar a nossa passagem. Dizer várias vezes a palavra “cache” não faz com que elas apareçam.

Existem pistas associadas às caches para facilitar a descoberta. Arbusto, poste, buraco e pinheiro eram as dicas mais populares, que não são propiamente grande ajuda visto que grande parte do percurso era passado num pinhal. Os criadores das caches deviam ter pedido ajuda aos criativos da Policia Judiciaria que dão o nome às operações para ajudarem nas pistas.

Almoçámos num parque que tinha máquinas de exercício ao ar livre. Depois dos quilómetros que fizemos, não era propriamente entusiasmante utilizar alguma delas. Claro que eu tive que experimentar todas.Lembrei-me da música “ Encaixa Baby Encaixa” da Ana Malhoa.  

Há caches em zonas residenciais e como tal existe uma linha ténue que separa o simples procurar de uma caixa e a invasão de propriedade. Também é chato subir um sinal de trânsito com pessoas a verem. Havia uma cache de nome Era e eu perguntei se ficava no sítio onde se vendiam casas. Como não era a minha primeira “piada” do dia, disseram-me que eu parecia o urso dos Marretas. Sou um incompreendido. Havia tabuletas a informar que Paulo Bento vendia casas naquela zona.   

Acabei o percurso com a sensação de dever comprido: encontrei um número considerável de caches, ganhei um bronze localizado e urinei ao ar livre.

 

 

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