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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Banda sonora de uma corrida

Correr com e sem música, são experiências bastante diferentes. Com banda sonora, consegues-te abstrair do que te rodeia, estás ao ritmo do “Eye Of the Tiger” e por momentos pensas que és o Rocky Balboa e que estás a subir uma grande escadaria a alta velocidade, mesmo se na verdade estiveres numa reta aborrecida e a ser ultrapassado por um sexagenário.

“Tu és um cavalo de corrida”, afirma aos teus ouvidos o António Ribeiro dos UHF, e nem te apercebes que está um ciclista a tentar ultrapassar-te. Tens familiares, parados no trânsito, a apitar furiosamente e só à décima apitadela é que percebes que é para ti e acenas em movimento. Correr na marginal é giro e tal mas se o mar está bravo podes levar um valente banho em pleno Dezembro, com ou sem música de fundo.

Sem música é possível interagir mais com o ambiente que te rodeia. Consegues ouvir os grunhos que decidem gritar dos carros em movimento e um senhor ciclista que em plena subida, com sotaque açucarado, exclama: “ Cara, espere por mim!”.

Tens a praia por tua conta e por isso decides ir correr na areia, mas praias vazias significam cães à solta e consegues sentir um ladrar furioso a se aproximar e uma senhora a gritar: ”Ele não morde!”. Ficas sem saber se deves abrandar e confiar na senhora ou libertar o Bolt que há em ti e chegar a um sítio onde nenhum cão alguma vez chegou. A dona dizia a verdade, mas com outro tipo de cão e com um “Run Boy Run” em alto e bom som nos ouvidos, a música final podia ser bem dolorosa.

 

 

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