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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Mais uma corrida até ao fim da Europa

Acordei às oito e picos da matina com o estômago estranho e a ouvir mal do lado esquerdo mas não podia desmoralizar porque tinha dezassete quilómetros para percorrer da vila de Sintra até ao Cabo da Roca.

Depois do aquecimento e da conversa do animador de serviço a prova começa e logo ao primeiro quilómetro há quem exclame no alto da sua bicicleta: “Já só faltam dezasseis!”. De certeza que parou ali despropósito só para poder lançar esta suposta piada várias vezes ao dia e no final ir para o café contar aos amigos.

Há pessoas que decidem rapidamente por deixar de correr e começam a falar sobre uma ida ao cinema e há quem tenha decidido correr na altura da prova mas em sentido contrário.

Depois de mais um subida começo a me questionar de o porquê de estar a fazer a prova. O ano passado fiz exatamente o mesmo o que só prova que existe algo de masoquista em mim. Nas descidas a coisa começa a melhorar mas vejo tipos a me ultrapassarem a grande velocidade que eu tinha deixado para trás na última subida. Levantei os polegares a todas a câmaras que estavam instaladas no percurso.

Finalmente chego ao farol do Cabo da Roca onde tenho à minha espera água, chá, uma barra de cereais e haviam milanesas mistas e de chocolate. Pedi uma mista ao que o senhor me responde: ”Vamos acreditar que é mista.” Levei também uma de chocolate pelo sim pelo não. A caminho da minha boleia ainda vi pessoal a correr até às suas viaturas ou mesmo até casa. Sádicos.

Já por casa, quando fui despejar o lixo tive uma cãibra. O maior desafio vai ser amanhã me levantar.   

 

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