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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

O amor esteve no ar

No fim-de-semana prolongado, a que apenas a função pública teve direito, muito se passou no nosso país.

Começou-se por acompanhar o avião, o helicóptero e o Papamóvel que transportavam Papa Francisco, depois iniciou-se a perseguição ao autocarro do plantel do Benfica e à vespa do Eliseu, e no final a Europa deixou-se levar pela música do Salvador. Como existem programas que acompanham voos em tempo real e vídeos com as letras das músicas, também deveria haver um software que seguisse apenas o percurso dos autocarros das equipas de futebol. Felizmente este blog é seguido por pouca gente, senão já estaria algum toni a apresentar a minha ideia dos autocarros no Shark Tank.

A mensagem de “Amar o próximo” passou para “Amar o Benfica” e terminou com “Amar pelos dois”. Sendo ateu e do Sporting tive que me agarrar à música para não ser tão complicado. Acho uma boa canção, que se torna melhor comparada com o tipo de música que costuma passar no Festival, mas não me chegou a tocar, porque também não lhe dei confiança para tal. Depois de ter que ouvir vezes sem conta excertos da música do Salvador, já só consigo amar pela metade.

Na segunda-feira, o Salvador era o tema de conversa, chegando mesmo a ser mais comentado que a vitória do Benfica no campeonato. Muitos foram os que sofreram com a votação final mas que não viram a cerimónia na sua totalidade. No bar do trabalho instalaram uma máquina que recolhe as moedas dos pagamentos e dá o troco, porque muito provavelmente havia algum empregado que tinha muito amor ao dinheiro que recebia.

Born to festivalar

Dia de Bruce Springsteen no Rock in Rio. Antes de me deslocar ao recinto fiz o aquecimento em casa com músicas do Boss em alto e bom som até ao momento que aparece o filho do meu vizinho que põe Agir a tocar e crava-me uma ida à papelaria para comprar carteiras do Euro.

Fui cedo mas acabei por estacionar o carro tão longe que até se podia realizar uma caminhada do meu carro ao recinto com entregas de água a meio caminho e oferta de uma t-shirt por apenas oito euros.

Pode-se passar um dia inteiro no Rock in Rio e não ver um único concerto. Há filas consideráveis para dar uma volta na roda, pintar a cara de verde ou levar o sofá insuflável que tanto precisas. As filas deviam ser enormes para andar nos aviões que sobrevoavam o recinto.

Instalámo-nos perto da torre do slide para ver os concertos, o que dava direito a toda uma emoção. A qualquer momento podia levar com a corda ou até ser atingido com um sapato de um tipo que tenha lá ficado pendurado. Podia também agarrar a corda e tentar voar um bocadinho.

O Bruce começou a tocar e o público entrou em delírio. O homem tem energia para dar e vender e é sempre bom ver o Silvio dos Sopranos e o antigo baterista do Conan O´Brien. O concerto teve duas horas e meia e eu não conhecendo toda a discografia do senhor por vezes olhava para o relógio. Acabei por colocar uma gola da Samsung na testa para entrar no espirito da coisa. Havia quem tirasse uma foto com um rapaz das cervejas.

Circulavam rumores que Adele estava no recinto e que iria subir ao palco. Estava presente mas felizmente acabou por não subir. Ela até seria capaz de tornar deprimente o “Glory Days”. Havia quem me perguntasse se eu sabia onde tinha deixado o carro. Tinha a perfeita noção que ele se encontrava em Lisboa.

Fui para casa sem o sofá nem com a cara pintada de verde mas ganhei uma dor de costas e diarreia por ter comido uma pita.

                  

                 

                                  

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