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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Toni Alive

Dia de ir ao Alive. Cheguei na altura em que o Agir estava prestes a entrar em palco. Senti alguma curiosidade em ver o tipo de pescoço partido mas rapidamente a perdi mal ele começou a cantar. Fui dar uma volta pelo recinto.

Havia pessoas a circular vestidas de acordo com personagens do Esquadrão Suicida, vestidas à Super Mario, como nadadores salvadores do Baywatch e como patinhos de borracha amarelos. Resta saber se eram pagos para o efeito ou se acordaram e acharam boa ideia naquele dia ser patos. Crianças dançavam descontroladamente no estaminé da Control. A mensagem que queriam passar devia algo do género “Se não usarem preservativo é isto que vos espera”.

No palco da cerveja os Calexico estavam em grande. Uma miúda aproveitou o concerto para retocar a maquilhagem. Se estivesse no palco principal sabia que era linda sem makeup.

Band of Horses no palco principal. Um senhor com um bloco de notas ia fazendo uns apontamentos. Ou tinha que elaborar uma crónica do concerto ou então não tinha bateria no telemóvel para fotografar ou filmar e por isso ia descrevendo os momentos no bloco para mais tarde recordar.  Há quem descubra que é giro iluminar os copos com cervejas colocando o telemóvel debaixo. Existe sempre quem tente encontrar pessoas no meio da multidão. Acendem a lanterna do telemóvel e dizem que estão de mão no ar entre uma e outra pessoa. É sempre complicado.

A missa dos Arcade Fire começa e jovens ingleses partilham vinho branco de pacote. Houve cabeçudos no palco e foram disparados confettis para o público. Tentei, sem resultado, apanhar alguns para levar para casa. O M83 mexeu nos botões que tinha a mexer, foi buscar uma máscara e deixou as miúdas cantar por ele. Acabei o dia sem um chapéu da NOS e sem a cara pintada de verde.

 

 

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Música, cerveja e brindes

Um festival sem pó e asseado nem parece festival mas havia vários palcos e pessoas em cima deles a tocar por isso devia mesmo ser um.

Movido pela ideia de cerveja gratuita, eu e mais três amigos estivemos fechados dentro de uma sala a tentar resolver um enigma que fizesse abrir o frigorífico com o desejado liquido. Havia vários cadeados, chaves e códigos para descobrir e uma voz para nos orientar. Houve uma altura estranha em que a voz pediu para darmos as mãos o que me fez seriamente questionar se valia a pena essa duvidosa união só para beber uma cerveja. Conseguimos abrir o frigorífico e a cerveja sabia a caipirinha.

Benjamin Clementine foi bem bonito e ao sair ofereceram-me uns óculos escuros e um copo com um líquido. Foi uma miúda gira que me tinha entregado e o meu instinto primário foi o de o receber sem sequer desconfiar que o seu conteúdo era leite com chocolate. A rapariga ainda perguntou se eu queria um saco e tirar uma foto mas gentilmente recusei. Dei um golo porque parecia bem e livrei-me do copo antes que alguém reparasse no tipo que bebe leite num festival.

Relembrei com amigos os belos tempos em que recebíamos bilhetes para ir aos festivais e pus-me a caminho para ver os The Drums. O vocalista tinha todo um vasto leque de movimentos e um casaco com brilhantes. As asiáticas histéricas que estavam ao meu lado adoraram.

De volta ao Pavilhão de Portugal vi as Savages rockarem e no final tiraram-me uma foto com uma VIP desta vida. Recebi um stick que emitia luzes e fui mostrar os meus atributos de dança com os Bombay Bicycle Club. Houve um inglês que tinha um tipo de dança muito expansivo que alguém não gostou o que provocou uma zaragata europeia mas que felizmente foi de pouca dura. Havia um tipo ao meu lado aos saltos com as mãos no seu colete.

De volta ao Pavilhão Atlântico vi dEUS nas últimas e um grandíssimo concerto dos Blur com a chamada de um fã para cantar um refrão e uma música dedicada à Grécia. No final livrei-me do stick porque parecia um toni.

 

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Festivalando

É a altura em que ninguém acha estranho se andares com uma fita da NOS ao pescoço, um chapéu de palha da Santa Casa e pagares 2 euros por uma cerveja.

Existem filas para arranjar ainda mais tralha e filas para o W.C. Numa porta da casa de banho a Marlene tinha gentilmente deixado o seu contacto.

No palco tocavam os The War on Drugs e ao meu lado um grupo de estrangeiros jogava ping pong imaginário. Em seguida vieram os Unknown Mortal Orchestra e deram um grande concerto sem utilizarem um único violino. Havia quem filmasse o evento com uma Go Pro presa a um cabo de vassoura.

No palco principal iam começar os Foster the People e a plateia era bastante jovem. Uma miúda com os seus ténis All Star na mão pergunta-me, em inglês, donde é que eu era. Eu respondi Portugal e curiosamente ela disse que é algarvia.

Os Libertines fechavam a noite e muitos estrangeiros começaram a se aproximar. Existe uma grande possibilidade de eu ter ido parar ao facebook de umas jovens espanholas.