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Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Wait aí uma beca

A minha vida não é fácil

Primavera no Norte

Dia de ir à Cidade Invicta ouvir os sons do Primavera. Cheguei à estação do Oriente quinze minutos antes de o comboio partir, em direção à Campanhã, mas já não havia lugares disponíveis. Tive que esperar hora e meia até chegar o próximo.

Mal pus os pés fora da estação comecei a ouvir um sem-número de palavrões num curto espaço de tempo. Era um senhor que estava a fazer uma chamada telefónica em alta voz mas que disparava asneiras sem parecer minimamente chateado. Bem-vindo ao Porto.

Tinha planos de comer uma típica francesinha num dos vários restaurantes recomendados, mas como cheguei já depois das três da tarde, acabei por entrar num dos primeiros que me apareceu à frente, antes que fechassem as cozinhas. A francesinha até estava bastante boa mas tinha pão de cenoura. Gostei do pormenor de na fatura constar que tinha bebido dois finos.

Na entrada do festival avistei o Samuel Úria, que tinha atuado no dia anterior. E eu a pensar que na véspera estive num bar onde Maria Leal esteve bastante atenta à televisão, que passava o Love On Top. Cheguei a tempo de ver os Whitney e de ouvir o vocalista dizer que preferia Lisboa ao Porto. Felizmente a malta do norte não o levou muito a mal.

Havia escadas para quem quisesse aceder aos quartos de banho, o que podia ser problemático depois de beber um número considerável de cervejas. Na fila para entrar ouviu-se um desesperado: “ Zé, arranja-me uma pilinha!”.   

Bon Iver deu um grande concerto mas tive o azar de ficar perto de um jovem, possivelmente tuga, que num inglês algo arranhado mas audível, tentava se safar com uma inglesa. Outro rapaz decidiu ver um espetáculo totalmente diferente ao sentar-se no chão, onde permaneceu cabisbaixo durante todo o concerto.      

Passei por todos os palcos, vi quatro concertos completos e outros aos bocados. Visitei casas da Super Bock e de comida, fui ao multibanco e a vários WC. Devia ter instalado um app para registar o número de quilómetros que fiz.

Acabei a noite à espera do comboio de regresso a Lisboa, enquanto via um taxista, vestido à empresário da noite, bastante indignado com um toni que lhe tinha roubado o cliente. Porto e Primavera, eu voltarei.      

 

                                primaverasound.jpg

 

Há que levantar a cabeça

Só de pensar que ia estar a trabalhar na altura do FC Porto x Sporting já sentia um estiramento na face anterior da coxa esquerda. Vesti a minha camisola verde com riscas brancas que adquiri nos saldos da Quebramar e antes de me por a caminho preparei-me mentalmente para todos os resultados possíveis.

Houve diretos dos hotéis onde estavam hospedadas as equipas e o entusiasmante acompanhamento dos autocarros até ao estádio. Os motoristas apesar do nevoeiro não se perderam.

A bola já rolava e eu sempre que espreitava o jogo só via Porto. Foram 3 os golos do Porto e podiam ter sido mais. Não vi nada do pós jogo, fui direto a casa e só liguei a televisão para ver o Frank Underwood como Presidente dos Estados Unidos. Há que levantar a cabeça.   

Um dia estranho

Um dia estranho este onde se confirmou que o BES não está nada bem, o Tribunal Constitucional não chumbou nada, o Sócrates é inocente e se soube que Durão Barroso está contente por Portugal receber uma “pipa de massa”.

No desporto o Benfica voltou às vitórias e o Porto apresentou o seu quinto reforço espanhol. Se esta época calha jogarem na hora da siesta a coisa pode não correr bem para os de azul e branco.

Na Madeira o PND anunciou, de lençóis na cara, a passagem à clandestinidade revolucionária o que muito provavelmente significa o aparecimento do bolo do caco explosivo. Em Ibiza um elfo tentou esmurrar uma menina.